Tudo o que você precisa saber para conhecer a Serra Gaúcha
Não é novidade para quem já me acompanha no Instagram que temos um caso de amor com o enoturismo. Algumas das melhores viagens que já fizemos na vida sempre tiveram, em algum momento, uma tacinha de vinho na mão (rsrs). E eu acredito muito nisso: vinho é muito mais do que uma bebida, o vinho reúne as pessoas, alegra e é um verdadeiro estilo de vida.
Mendoza, Stellenbosch e Douro são alguns dos grandes destinos de vinho que já conhecemos pelo mundo. Mas, até hoje, nada se compara às experiências que vivemos aqui, no nosso próprio país.
Fizemos a Serra Gaúcha em 2022, a Serra Catarinense em 2024 e voltamos para a Serra Gaúcha em 2026, sempre para comemorar o aniversário do Junior. rsrs
Inclusive, temos uma tradição por aqui: passar nossos aniversários viajando. E todos os anos eu faço a mesma pergunta para ele: “Esse ano você quer passar onde?”. A resposta é sempre a mesma: “No Sul, bebendo vinho”. rsrs
E, convenhamos, motivos não faltam para voltar.
O clima gostoso da serra, a hospitalidade dos sulistas, a gastronomia maravilhosa, as hospedagens charmosas, as paisagens entre os vinhedos e, claro, os vinhos.
Ah… os vinhos brasileiros!
Se você ainda tem algum preconceito com vinho nacional, está mais do que na hora de rever seus conceitos. O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no mundo do vinho, principalmente pelos seus espumantes. Em 2026, tivemos a melhor participação da história no Decanter World Wine Awards, uma das maiores e mais respeitadas competições de vinhos do mundo, conquistando medalhas de ouro tanto com espumantes quanto com vinhos tints.
E depois dessa última viagem pela Serra Gaúcha, posso dizer que entendemos ainda mais o motivo de tanto reconhecimento. Impressionante a evolução que estamos conquistando ano após ano.
Neste post, você vai ter todas as informações completinhas para um roteiro de 6 dias na Serra Gaúcha. Vou contar onde fica, como chegar, como se locomover, onde ficar e, principalmente, compartilhar as melhores experiências, entre restaurantes, vinícolas, degustações e lugares que realmente fizeram a diferença na nossa viagem.
A ideia é que você termine de ler com todas as informações completinhas para fazer uma viagem pela Serra Gaúcha tão especial quanto foi a nossa.
Então já prepara a taça e vem comigo!

Onde fica a Serra Gaúcha?
A Serra Gaúcha fica no estado do Rio Grande do Sul, ao norte de Porto Alegre, e é uma das regiões turísticas mais famosas do Brasil.
E aqui já vale explicar uma coisa que pode confundir quem está planejando uma viagem pela primeira vez: a Serra Gaúcha não é uma cidade, e sim uma região formada por vários municípios e diferentes roteiros turísticos.
Entre eles está a famosa Região das Hortênsias, onde ficam Gramado, Canela e Nova Petrópolis, destinos que provavelmente você já ouviu falar e que têm uma enorme estrutura turística.
Mas, como o foco da nossa viagem era o enoturismo, nosso roteiro foi praticamente todo pela Região Uva e Vinho, onde estão alguns dos principais destinos de enoturismo da Serra Gaúcha, como Bento Gonçalves, Garibaldi, Pinto Bandeira, Flores da Cunha e Faria Lemos.
Mas Má, e o que é o Vale dos Vinhedos?
O Vale dos Vinhedos abrange apenas três municípios, que é o de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul, e concentra algumas das vinícolas e experiências de vinho mais conhecidas do Brasil.
Ou seja, o Vale dos Vinhedos é uma região que engloba esses três municípios, que ficam dentro da Serra Gaúcha. Será que consegui explicar? =)
Então, quando você me ouvir falar em Serra Gaúcha ao longo deste post, já sabe: nosso roteiro foi além do Vale dos Vinhedos.

Entendendo cada região
– Bento Gonçalves
É o grande coração do enoturismo na Serra Gaúcha e uma das melhores bases para explorar a região. É aqui que está boa parte do Vale dos Vinhedos, além de outros roteiros como Caminhos de Pedra, cada um com propostas bem diferentes. Bento concentra algumas das vinícolas mais conhecidas do país, excelentes restaurantes e grande parte das hospedagens mais charmosas da Serra.
– Garibaldi
Se Bento Gonçalves é muito associada ao vinho, Garibaldi, sua vizinha, é território dos espumantes. Conhecida como a Capital Brasileira do Espumante, a cidade foi pioneira na produção da bebida no Brasil e até hoje concentra algumas das casas mais tradicionais do país. É aqui, por exemplo, que fica a Chandon, que escolheu Garibaldi para instalar sua operação brasileira na década de 1970. O município também integra o Vale dos Vinhedos e é outra excelente base para explorar a Serra Gaúcha.
– Pinto Bandeira
Se você ama espumantes, coloque Pinto Bandeira no roteiro! A região é referência na produção e abriga a D.O. Altos de Pinto Bandeira, reconhecida em 2022 e dedicada exclusivamente a espumantes elaborados pelo método tradicional. É aqui que estão nomes como Família Geisse, Don Giovanni e Valmarino.
– Monte Belo do Sul
Menor, mais tranquila e com aquele clima de interior. Monte Belo do Sul possui sua própria Indicação de Procedência e é o maior produtor per capita da América Latina de uvas Vitis vinifera, utilizadas na elaboração de vinhos finos. É uma região interessante para quem quer descobrir vinícolas menores e sair um pouco dos roteiros mais óbvios.
– Farias Lemos
Farias Lemos é um distrito de Bento Gonçalves, mas merece ser mencionado porque proporciona uma experiência bem diferente do Vale dos Vinhedos. Tem uma atmosfera muito mais rural, pequenas propriedades e forte presença da imigração italiana. É por ali que passa a rota Cantinas Históricas, ótima para quem procura vinícolas menores e experiências mais intimistas.
– Flores da Cunha
Flores da Cunha é outro importante território do vinho na Serra Gaúcha e uma região que vale explorar quando você tem mais dias de viagem. Aqui o enoturismo começa a fugir um pouco do circuito mais tradicional do Vale dos Vinhedos, trazendo inclusive paisagens diferentes.
Como chegar à Serra Gaúcha?
Uma das primeiras dúvidas na hora de montar um roteiro é: qual o melhor aeroporto para chegar à Serra Gaúcha?
E aqui você tem basicamente duas opções: voar para Porto Alegre, pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, ou para Caxias do Sul, pelo Aeroporto Regional Hugo Cantergiani.
Aeroporto de Porto Alegre
O Aeroporto de Porto Alegre (POA) costuma ter uma oferta maior de voos e opções saindo de várias cidades do Brasil.
De Porto Alegre até Bento Gonçalves, que pode ser uma ótima base para explorar as vinícolas da Serra Gaúcha, são cerca de 120 km. De carro, considere aproximadamente 2 horas de viagem, dependendo do trânsito e das condições da estrada.
Aeroporto de Caxias do Sul
Já o Aeroporto de Caxias do Sul (CXJ) fica bem mais próximo da região das vinícolas. De Caxias do Sul até Bento Gonçalves são cerca de 45 km, aproximadamente 50 minutos de carro.
Então por que nem sempre ele é a escolha mais óbvia?
Porque a oferta de voos para Caxias do Sul é menor e, dependendo da cidade de origem, os horários e valores podem não compensar. Por isso, vale pesquisar as duas opções antes de comprar a passagem.
E como nós fizemos?
Na nossa viagem, nós voamos de Brasília à Porto Alegre em um voo direto da Latam. Mas a Gol e Azul também possuem voos regulares saindo de várias outras cidades no Brasil.
Avalie a hora de chegada do seu voo em Porto Alegre. Caso ele chegue bem tarde e você não tiver tanta segurança em dirigir por estradas durante a noite, recomendo você dormir em Porto Alegre e seguir viagem no dia seguinte, com mais calma.
Se essa for uma opção, aqui vai uma indicação de hotéis próximos ao aeroporto que eu já me hospedei e recomendo:
Intercity Porto Alegre Aeroporto
Hotel Deville Prime Porto Alegre
Em nosso caso, chegamos próximo ao horário do almoço, então já alugamos o nosso carro e pegamos estrada.
Em todas as nossas viagens de carro, seja nacional ou internacional, sempre alugamos nessa empresa. Eles fazem cotação nas maiores locadoras do Brasil e as tarifas são bem melhores que qualquer outro lugar que já ví. Além disso, eles parcelam em até 10x sem juros no cartão e possuem diversos outros benefícios, como assistência durante a viagem e seguro viagem. Demais não é?
Então se você vai alugar um carro na sua próxima viagem, seja aqui no Brasil ou outro lugar no mundo, clica aqui e já faça a reserva.

E aqui entra uma questão MUITO importante em uma viagem de vinhos: como se locomover entre as vinícolas depois de algumas taças de vinho? Rsrs. É perigoso? Tem blitz policiais na região da Serra Gaúcha? Em nossas três viagens para o Sul, sempre alugamos o carro e considero sim a melhor forma de fazer seu roteiro sem pressa e com maior flexibilidade. Temos o cuidado de fazer apenas duas degustações por dia e as taças são moderadas. É só uma provinha mesmo! Além disso, sempre comemos algo durante as degustações e ficamos um tempinho alí curtindo a vinícola antes de seguir estrada. Então é muito tranquilo! E não, nunca fomos parados e também nunca vimos blitz. Mas claro, se você não sentir segurança, recomendo muito que você feche um serviço de receptivo, que pode ser tanto privativo, quanto em grupo.
Quando ir à Serra Gaúcha?
Eu acho que essa é uma daquelas perguntas que não têm uma única resposta certa, porque cada época do ano proporciona uma experiência completamente diferente.
Mas, se o objetivo principal da sua viagem é conhecer as vinícolas e viver o enoturismo de verdade, existem dois períodos que eu destacaria: a época da vindima e o inverno.
Vindima na Serra Gaúcha: a época da colheita das uvas
A vindima é o período da colheita das uvas e uma das épocas mais especiais para conhecer a Serra Gaúcha. Ela acontece durante o verão, normalmente entre janeiro e março, podendo variar um pouco de acordo com a safra, a região e a variedade da uva.
É nessa época que os vinhedos estão carregados, as uvas estão maduras e as vinícolas estão a todo vapor. Ou seja, você consegue ver de perto justamente o momento em que tudo começa.
E o mais legal é que várias vinícolas criam experiências especiais durante a vindima, como colheita das uvas, pisa tradicional, degustações, almoços e jantares harmonizados e programações no meio dos vinhedos.
Além disso, visualmente é uma época linda. Os parreirais estão verdinhos e cheios de uvas, deixando aquela paisagem de vinhedos que a gente imagina quando pensa em uma região de vinhos.
Se você quer viver uma experiência mais completa de enoturismo na Serra Gaúcha, eu colocaria a vindima como a primeira opção.
Mas e a Serra Gaúcha no inverno?
Se durante a vindima o charme são os vinhedos cheios, no inverno o charme é o clima da serra.
As temperaturas mais baixas, as lareiras acesas, os restaurantes aconchegantes, uma boa sequência de fondue, as hospedagens charmosas, transformam totalmente o clima da viagem.
Os vinhedos não estarão carregados de uvas, mas você ganha o visual das folhinhas alaranjadas no chão. Eu particularmente AMO! Inclusive, as duas vezes que fomos, foram no mês de Junho.
Se a sua prioridade é vinho, vinhedos e experiências ligadas à produção, eu escolheria a época da vindima, entre janeiro e março.
Agora, se você sonha com aquela viagem romântica, com frio, gastronomia, hospedagens aconchegantes e muito vinho, o inverno na Serra Gaúcha é apaixonante.

E os outros meses?
Agora, se você quiser conhecer a região em outros meses, como abril e maio ou de setembro a dezembro, saiba que esses períodos são considerados baixa temporada.
Você não vai encontrar o auge da vindima e nem aquele clima friozinho típico do inverno na serra, mas vai ter uma enorme vantagem: as tarifas!
Especialmente nas hospedagens, os valores podem cair bastante quando comparados aos períodos de alta temporada. Além disso, você encontra a região mais tranquila, vinícolas menos disputadas e, muitas vezes, consegue fazer reservas com mais facilidade.
Então, se a ideia é economizar em uma viagem para a Serra Gaúcha, sem abrir mão das vinícolas, da gastronomia e das experiências, viajar fora da alta temporada pode valer MUITO à pena.
Quantos dias ficar na Serra Gaúcha?
Essa resposta vai depender muito do que você pretende conhecer e do tempo que você tem disponível. Se você tem apenas um fim de semana: VÀ! Se você pode ficar 30 dias: Vá também rsrs. Garanto que você não vai se arrepender =)
Mas o tempo que eu considero ideal para uma primeira viagem, são pelo menos 4 dias inteiros, para você fazer uma média de 5 à 8 experiências diferentes na viagem.
Quando você começa a olhar o mapa, parece que tudo é pertinho e que dá para conhecer várias vinícolas no mesmo dia. Mas não é bem assim. Primeiro porque as vinícolas estão espalhadas por diferentes regiões da Serra Gaúcha. E, apesar de algumas distâncias serem pequenas, os deslocamentos acabam tomando parte do dia.
Segundo porque estamos falando de experiências, e não simplesmente de entrar em uma vinícola, comprar uma garrafa e ir embora.
Uma degustação pode durar 1 hora, mas existem experiências que levam 2 ou 3 horas tranquilamente. Algumas incluem visita aos vinhedos, caves, degustações especiais, piqueniques, almoços harmonizados… e vai por mim: fica muito mais agradável quando você faz tudo isso com calma!
Nas duas viagens que fizemos, ficamos 7 noites e achei um tempo excelente. Conseguimos conhecer diferentes regiões, visitar vinícolas que queríamos muito, viver experiências incríveis, comer MUITO bem e ainda aproveitar nossas hospedagens sem aquela sensação de estar correndo contra o relógio.

Quantas vinícolas conhecer por dia na Serra Gaúcha?
Aqui vai uma das principais dicas que eu posso te dar para montar seu roteiro: eu recomendo fazer, no máximo, duas experiências em vinícolas por dia.
Eu sei que dá vontade de colocar três, quatro vinícolas no roteiro e aproveitar cada minuto da viagem. Principalmente quando você começa a pesquisar e percebe a quantidade de lugares incríveis que existem por lá. Mas, acredite em mim: fica cansativo e você não aproveita nenhuma delas como deveria.
Nós preferimos fazer uma experiência pela manhã e outra à tarde, deixando tempo para almoçar com calma, se deslocar entre as regiões e, principalmente, curtir cada vinícola sem ficar olhando para o relógio pensando no próximo horário.
E tem outro detalhe importante: estamos falando de degustação de vinhos. rsrs
Depois de duas experiências no mesmo dia, dependendo da quantidade de rótulos servidos, você provavelmente já terá degustado bastante vinho. Colocar uma terceira ou quarta degustação pode deixar de ser prazeroso e começar a ficar cansativo.

Onde se hospedar na Serra Gaúcha?
Escolher onde ficar na Serra Gaúcha vai depender muito de quantos dias você tem e, principalmente, de quais regiões pretende conhecer.
Como já contei aqui, a Serra Gaúcha é enorme e as vinícolas estão espalhadas por diferentes municípios. Por isso, antes de reservar a hospedagem, eu montaria pelo menos um esboço das vinícolas e experiências que você quer fazer. Isso evita perder um tempão todos os dias na estrada.
Mas, se você ainda não faz ideia de onde começar, eu diria que Bento Gonçalves e Garibaldi são as melhores bases para uma primeira viagem focada em enoturismo.
É aqui que fica boa parte do Vale dos Vinhedos, além de restaurantes, vinícolas e uma estrutura turística muito completa. Você também estará bem localizado para fazer passeios por regiões próximas.
E quando falamos em hospedagens charmosas, essa região ganha ainda mais pontos.
No Vale dos Vinhedos e nos arredores, você encontra desde hotéis maiores até pousadas e hospedagens super exclusivas em meio aos vinhedos.
Por isso, vou concentrar minhas indicações por aqui, reunindo hospedagens que já tivemos a oportunidade de conhecer e outras que foram muito bem recomendadas por amigos próximos e que estão na nossa listinha para as próximas viagens.
Como as duas regiões são bem próximas então resolvi unificar, pois algumas hospedagens ficam exatamente entre uma cidade e outra.
Esse seria minha primeira indicação para quem busca não só uma hospedagem de alto padrão, mas um hotel que pode ser o próprio destino da viagem. Localizado no coração do Vale dos Vinhedos, o Spa do Vinho tem estrutura completa, spa com tratamentos inspirados na vinoterapia, alta gastronomia e uma vista linda para os vinhedos. Se tiver alguns dias a mais, vale inclusive separar um deles só para curtir o hotel, sem pressa e sem vinícola marcada. rsrs
Para reservar, clica aqui

A Casa Cielo foi onde nos hospedamos em Junho de 2026 e super recomendamos. A propriedade possui três apartamentos muito bem equipados e uma localização privilegiada no alto, com uma vista linda para os vinhedos. Alguns apartamentos possuem vista para o nascer do sol e outro para o pôr do sol (que foi o nosso, o Primo Cielo). Ela fica dentro do complexo gastronômico VistaVino, que tem uma estrutura bem completinha e até uma unidade da tradicional Casa Fare Pizzaria.
Para reservar, clica aqui




O Castello Benvenutti é onde nos hospedamos em 2022. Ele chama atenção pela sua arquitetura inspirada nos antigos castelos europeus, construído em pedras e com uma atmosfera super charmosa. Além das 18 acomodações com decorações diferentes, tem uma localização bem estratégica, entre Garibaldi e Bento Gonçalves e pertinho da entrada do Vale dos Vinhedos. No próprio complexo ainda ficam dois restaurantes, o Dona Carolina e a Casa Di Paolo, o que traz praticidade para quem quer terminar o dia além mesmo na sua hospedagem.
Para reservar, clica aqui

O Hotel Casacurta é um clássico de Garibaldi, perfeito para quem gosta de hospedagens com história. Instalado em um prédio de arquitetura inspirada nos charmosos hotéis europeus, combina clima tradicional da Serra Gaúcha com uma estrutura completa, incluindo piscina térmica, jacuzzi, sauna e restaurante próprio.
Para reservar, clica aqui

A Pipas Terroir Pousada é uma das hospedagens mais autênticas do Vale dos Vinhedos, afinal, aqui você pode dormir dentro de uma verdadeira pipa de vinho. São apenas quatro pipas, adaptadas com conforto, privacidade, sacada com vista para os vinhedos e até ofurô de madeira. A propriedade ainda conta com wine bar, restaurante e mirante entre os vinhedos, deixando a experiência totalmente conectada ao universo do vinho.
Para reservar, clica aqui

O Dall’Onder Planalto Hotel é uma ótima opção para quem busca boa estrutura, localização e melhor custo benefício. Ele fica na Via Gastronômica de Bento Gonçalves, pertinho do centro, e conta com restaurante, academia, área kids e uma bela vista panorâmica da cidade. Uma escolha prática para quem pretende passar o dia explorando as vinícolas e quer voltar para um hotel confortável à noite.
Para reservar, clica aqui
O que fazer na Serra Gaúcha?
Beber muito vinho e comer MUITO bem! rsrs
Brincadeiras à parte, a Serra Gaúcha vai muito além de simplesmente visitar vinícolas. Por lá, vinho e gastronomia caminham juntos e algumas das experiências mais gostosas da viagem envolvem justamente os dois: degustações especiais, almoços harmonizados, piqueniques entre os vinhedos…
Vou compartilhar as experiências que fizemos, amamos e realmente recomendamos, passando por diferentes regiões da Serra Gaúcha.
Agora sim, prepara a taça porque chegamos na melhor parte desse post!
– Chandon – A Icônica
Vamos começar por uma icônica? A Chandon chegou a Garibaldi em 1973 e teve um papel importante na história e no desenvolvimento dos espumantes brasileiros. Em 1998, tornou-se a primeira vinícola do Brasil 100% dedicada à elaboração de espumantes, ajudando a consolidar ainda mais a região. Hoje, a Casa Chandon oferece diferentes experiências de enoturismo e nós escolhemos a Estilo Chandon, uma degustação de quatro rótulos, acompanhada por uma apresentação da história da marca, variedades e técnicas de elaboração. A nossa aconteceu em um dos containers de frente para o parreiral e ela acontece em pequenos grupos, então é bem exclusiva.
Clica aqui para conhecer as experiências e agendar


– Mena Kaho: uma noite para guardar na memória
Sabe quando parece que o roteiro simplesmente conspira a seu favor? Tivemos a BENÇÃO de estar na Serra Gaúcha justamente em uma das datas da Apericena da Mena Kaho e, sem dúvida, essa foi uma das experiências mais especiais de toda a nossa viagem.
A Mena Kaho é uma vinícola familiar em Bento Gonçalves, com uma história que atravessa gerações. A família chegou da Itália em 1883 e até hoje, seus descendentes mantêm esse legado e preservam verdadeiros pedacinhos dessa história, como a Casa de Pedra de 1885 e o lindo Casarão de 1920, onde parte da experiência acontece. Tudo alí tem ALMA!
A Apericena é dos diversos eventos que a vinícola promove ao ano. É uma grande celebração das tradições italianas, do vinho, da gastronomia e, principalmente, dos bons momentos vividos entre família e amigos. O evento tem edições especiais durante a Vindima e o Inverno e é daquelas experiências para reservar praticamente um dia inteiro: começa no final da tarde e a festa segue até a noite.

E quando eu digo festa, é festa MESMO! rsrs
Ao longo do dia, conhecemos a vinícola, provamos vinho diretamente da barrica, personalizamos nosso próprio rótulo, colocamos a mão na massa para preparar pizzas e terminamos a noite com um jantar harmonizado dentro do casarão, com muita animação ao som de músicas italianas.

Mas sabe o que mais marcou a gente? A forma como fomos recebidos.
Em nenhum momento tivemos a sensação de estar simplesmente participando de um evento em uma vinícola. Fomos acolhidos de um jeito tão carinhoso pela família que, por algumas horas, parecia que estávamos na casa de velhos amigos.
Para assistir ao vídeo que fiz desse evento, clica aqui
Wine Garden Miolo
A Miolo é pioneira da história do Vale dos Vinhedos. Tudo começou em 1897, quando o italiano Giuseppe Miolo chegou ao Brasil e comprou um pedaço de terra chamado Lote 43, onde plantou suas primeiras videiras. Mais de um século depois, a família se tornou um dos grandes nomes do vinho brasileiro e transformou sua propriedade no Vale dos Vinhedos em um verdadeiro complexo de enoturismo.
Entre as diferentes experiências oferecidas pela vinícola está o Wine Garden, uma proposta mais descontraída, em meio aos jardins e vinhedos, perfeita para quem quer curtir vinho e gastronomia sem pressa.
No Wine Gaden você pode escolher qualquer espaço e pedir alguns petiscos ou participar de um almoço completo, que foi o que fizemos. O menu é em quatro passos, acompanhado de uma garrafa de vinho, e é feito dentro de uma de suas cabanas exclusivas. Uma experiência super gostosa e mais intimista. Reserve umas 4 horas para esse momento.


Paulo Geremia Vino & Cucina
Uma das grandes novidades do Vale dos Vinhedos é o Paulo Geremia Vino & Cucina, um novo espaço enogastronômico do mesmo grupo do tradicional Di Paolo, que há mais de 30 anos é referência em gastronomia no Brasil. Agora, além da gastronomia, a família começa a escrever também sua história no mundo dos vinhos, deixando a experiência ainda mais completa.
Nós participamos de um almoço harmonizado em quatro passos e estava tudo MARAVILHOSO! Eu escolhi o bacalhau, que estava simplesmente perfeito, e o Junior foi de picanha, extremamente saborosa. Tudo acompanhado já pelas primeiras safras dos vinhos da casa.
O espaço conta com vários ambientes diferentes de degustação e também espaços para eventos.


Vinícola Larentis
A história da Larentis começa em 1876, quando Arcangelo Larentis deixou Trento, na Itália, e veio para o Brasil. Foram gerações da família dedicadas ao cultivo das uvas até que, em 2001, nasceu oficialmente a Vinícola Larentis, realizando o sonho de produzir seus próprios vinhos no Vale dos Vinhedos.
Estivemos na Larentis pela primeira vez em 2022 e amamos tanto que, nessa viagem, fizemos questão de voltar. Nossa ideia era fazer o famoso piquenique entre os vinhedos, uma das experiências mais clássicas da vinícola, mas São Pedro não colaborou. rsrs Como o tempo estava fechado, mudamos os planos e fizemos a Degustação Premium, que acabou sendo uma grata surpresa: são oito rótulos, acompanhados de charcutaria, além de um tour pela vinícola, passando pela cave e conhecendo de perto todo o processo de produção. No final, o piquenique ficou como uma excelente desculpa para voltarmos mais uma vez.
A Larentis tem o primeiro clube de vinhos exclusivos de vinícola própria do Brasil, o Premium Club Larentis. Os associados recebem uma seleção especial três vezes ao ano, incluindo rótulos elaborados exclusivamente para os membros, além de benefícios como descontos nos vinhos e nas experiências, frete grátis, degustação na vinícola e prioridade em alguns eventos. Eu acho que vale MUITO a pena e, inclusive, depois dessa viagem eu mesma virei assinante. rsrs Se você também quiser fazer parte, CLICA AQUI.



Foppa & Ambrosi
A história da Foppa & Ambrosi é muito interessante. Lucas Foppa e Ricardo Ambrosi, os proprietários da vinícola, se conheceram estudando Enologia e, aos 21 anos, começaram a produzir seus primeiros vinhos no porão de casa. O que começou como um sonho de dois amigos, tomou uma proporção enormes: depois de uma experiência profissional em Napa Valley, eles criaram oficialmente a vinícola e, em 2021, fizeram história ao se tornarem a primeira vinícola brasileira a produzir vinhos nos Estados Unidos, em Napa Valley, na Califórnia.
Nós escolhemos a degustação mais completa da casa, com oito rótulos, e tivemos a sorte de sermos recebidos pelo próprio Lucas Foppa, que nos contou a história da vinícola e explicou cada vinho ao longo da experiência. Entre eles provamos o G.O.A.T. (Greatest of All Time), o vinho ícone da Foppa & Ambrosi e seu projeto mais ambicioso.
E preciso ressaltar sobre os vinhos: são EXCEPCIONAIS! Eu que sou mais #teamvinhobranco , fiquei encantada com os tintos da vinícola, pois eles possuem os taninos muito controlados.


Família Geisse
A Família Geisse fica no município de Pinto Bandeira e é sinônimo do que representa o espumante brasileiro. Sua história começou em 1979, quando o enólogo chileno Mario Geisse, chegou ao Brasil para dirigir a Chandon. Quando conheceu Pinto Bandeira, ele enxergou um terroir perfeito para a produção de espumantes e decidiu criar seu próprio projeto. Ao longo dos anos, os rótulos da Geisse tiveram reconhecimentos importantes, como os 95 pontos da revista Decanter para o Cave Geisse Brut, e a vinícola teve participação direta na construção da D.O. Altos de Pinto Bandeira, a primeira Denominação de Origem do Novo Mundo exclusiva para espumantes.
A Geisse oferece diversas experiências. Na nossa primeira visita, em 2022, nós conhecemos o Open Lounge, um espaço super aconchegante e elegante, onde você pode simplesmente sentar, pedir uma taça de espumante, um petisco e passar algumas horas alí. Dessa vez, fomos conhecer seu novo restaurante, o Terroir 1979, onde participamos de um almoço harmonizado, que tem uma proposta gastronômica que mistura influências sulistas e chilenas, acompanhado, claro, pelos vinhos e espumantes da casa.



Depois do almoço, seguimos para outra experiência que eu SUPER recomendo: o Terroir Experience. O passeio é feito a bordo de um 4×4 pelas trilhas e vinhedos da propriedade, com paradas para degustar espumantes em meio à natureza e entender melhor o terroir de Pinto Bandeira. É uma experiência completamente diferente de uma degustação tradicional e uma maneira deliciosa de conhecer a propriedade e entender de onde vêm alguns dos espumantes brasileiros que tanto admiramos.
Ah, importante ressaltar: todos os espumantes da Geisse são elaborados pelo método tradicional, o mesmo método utilizado para elaborar os champagnes na França (método champenoise).

Madre Terra
Localizada em Flores da Cunha, a Madre Terra é uma vinícola boutique que tem uma proposta diferenciada: produzir vinhos e espumantes respeitando os ciclos da natureza, o terroir e a biodiversidade, através da agricultura regenerativa. A propriedade é um verdadeiro refúgio, cercada por muito verde, lagos, e suas experiências seguem justamente essa conexão com a natureza.
Nós escolhemos uma das experiências mais diferentes que fizemos na Serra Gaúcha: o Brinde no Barco. Inspirada nas canoas tailandesas, a proposta é navegar por um dos lagos da propriedade em uma charmosa canoa de madeira. E o melhor: somos nós mesmos que fazemos o passeio, no nosso tempo, acompanhados de uma tábua de comidinhas e uma garrafa de espumante da vinícola.
A Madre terra transmite uma sensação tão boa de desconexão que a gente nem sente a hora passar. Ficamos ali, no meio do lago, brindando, conversando e simplesmente curtindo o momento. E já estou sabendo que eles têm projetos de abrir uma hospedagem na propriedade. Ou seja, temos ainda mais motivos para voltar =)



Pipas Terroir
A Pipas Terroir, além das famosas hospedagens em formato de pipas, tem um restaurante aberto também para não hóspedes, com salão envidraçado e vista para os vinhedos. Recentemente, a propriedade começou ainda a produzir seus próprios vinhos, que agora também fazem parte da experiência por lá.
O menu é variado e eles possuem um menu fechado com entrada, prato principal e sobremesa bem interessante. Nós escolhemos dois pratos de carne que estavam deliciosos.


Cristofoli Vinhos de Família
Localizada no distrito de Faria Lemos, a Cristofoli é uma vinícola de descendência italiana, hoje comandada pela quarta geração da família. A Sangiovese é a uva símbolo da casa, e toda a experiência por lá preserva uma atmosfera familiar, onde a história e as tradições continuam muito presentes.

Nós participamos de um almoço harmonizado no Esterina, restaurante criado em homenagem à Dona Ester, matriarca da família. O menu traz referências da cozinha italiana e, claro, é acompanhado pelos vinhos da Cristofoli. Depois do almoço, conhecemos também a primeira casa da propriedade, onde a família começou a produzir seus vinhos e que hoje funciona como um espaço para degustações.


Dificl explicar em palavras o que é estar ma Cristofoli. Todos os ambientes teletransporta para memórias afetivas, desde o jogo americano das mesas, até o amor e cuidado de cada pessoa que trabalha aí. Saimos de la com a sensação de fazer parte da família.

Valle Rústico
O Valle Rustico, comandado pelo chef Rodrigo Bellora tem como conceito a Cozinha de Natureza. A proposta aqui é respeitar o tempo e os ciclos da natureza. Muitos dos ingredientes vêm da própria propriedade ou de pequenos produtores locais, grande parte deles orgânicos. Ou seja, quem dita o menu é aquilo que a terra tem de melhor para oferecer naquele momento.

A experiência acontece através do Menu Natureza, servido em oito etapas, e o mais interessante é justamente não saber exatamente o que você vai encontrar. O menu é sazonal e pode mudar de acordo com a disponibilidade dos ingredientes, então é perfeitamente possível voltar ao Valle Rustico pouco tempo depois e encontrar novos pratos. Tudo acontece em um ambiente elegante, mas sem excessos, com cozinha aberta, onde conseguimos acompanhar a preparação dos nossos pratos.

Como a proposta do Bellora é valorizar os produtores locais, ele segue com o mesmo conceito para os vinhos: 100% dos vinhos que são oferecidos no restaurante, são de vinícolas da Serra Gaúcha.
Sem dúvidas, uma das melhores experiências gastronômicas que já participamos.


Dica extra: Tubuna
Já que estamos falando do chef Rodrigo Bellora, anota mais essa dica: a forneria Tubuna. A proposta é uma mistura de padaria, cafeteria, mercearia e pizzaria, seguindo a mesma filosofia de valorização dos ingredientes e produtores locais que encontramos no Valle Rustico. Um dos grandes destaques são os pães de fermentação natural e longa fermentação, mas o cardápio vai muito além, com sanduíches, pizzas, empanadas e outras opções para uma parada mais rápida durante o roteiro.
Nós fomos de empanada de carne, assada no forno a lenha, e foi uma ótima escolha! É aquele tipo de lugar que eu guardaria para um café da manhã sem pressa, um lanche entre uma vinícola e outra ou até para comprar alguns pães para levar pra casa.
ROTEIRO DIA A DIA:
Dia 1: Vinícola Chandon + Apericena da Vinícola Mena Kaho
Dia 2: Wine Garden da Miolo + Almço harmonizado no Paulo Geremia Vino e Cucia
Dia 3: Vinícola Larentis + Viníciola Foppa & Ambrosi (o jantar foram as empanadas da Tubuna)
Dia 4: Passamos o dia na Família Geisse
Dia 5: Vinícola Madre Terra + Jantar no Pipas Terroir
Dia 6: Almoço harmonizado no Esterina (da vinícola Cristofoli) + Jantar no Valle Rustico
Para ver os stories dessa viagem no instagram, clica aqui.
Para assistir ao nosso vídeo do canal, exclusivo da Serra Gaúcha, clica aqui.
Se você ama enotursimo, vale a pena ler também as nossas matérias de outros destinos de vinhos que já fizemos.
Clica aqui para ver todas as dicas de Mendoza
Clica aqui para ver todas as dicas de Setellenbosch, na África do Sul.
Se este conteúdo foi útil para você, uma forma de apoiar o blog é reservar sua viagem pelos links abaixo. Eu recebo uma pequena comissão pelas indicações e você não paga nada a mais por isso.
Essa é a forma de manter este blog no ar e continuar compartilhando conteúdos gratuitos e atualizados.
Indico apenas empresas e serviços que realmente conheço, confio e utilizo nas minhas próprias viagens. Muito obrigada por apoiar o meu trabalho e fazer parte dessa comunidade!
Planeje sua viagem:
* Reserve seus hotéis AQUI
* Faça seu Seguro viagem AQUI
* Faça seu Aluguel de carro AQUI
* Garanta seu Chip de internet AQUI
Má Santana
Desde 2017, referência em experiência pelo mundo. Hotelaria de luxo, gastronomia e roteiros bem selecionados.
Viajar, para mim, não é colecionar países e sim experiências. Sou apaixonada por história, cultura, gastronomia, hotéis cheios de charme e por aqueles momentos simples que tornam cada lugar inesquecível. Aqui compartilho roteiros e experiências para inspirar viagens com mais significado, conexão e memórias.
Clica aqui e me acompanhe também no Instagram.
Clica aqui e se Inscreve no canal do Youtube.
compartilhe este conteúdo, escolha a rede social que deseja compartilhar abaixo:



